Palavra

Target  > 8 y.o.

Short Film 11′

IN PRODUCTION

Word

Synopsis

In a city inhabited by large, dancing, frightening shadows that sip all the words, where the characters wander fearful and dispossessed of their mouths, a child dares to graph, to write. From this daring comes the direct confrontation with the shadow but also an unexpected initiatory friendship of learning with a bird.

Concept

This project is born from a series of desires that are directly related to the place of the word within human construction, desires that present themselves as images of urgency to think about some dimensions of the way in which it, the word, can establish itself as a vehicle of understanding, reflection and transformation of the world, that is, as an engine of reality and realisation. Thinking about the word is simultaneously thinking about its graphic, semantic and poetic dimension, but also about its use in social, affective, identity and even political construction. But it is above all about “graphs” that this film desire is about: trying to visualize through the tools of cinema and drawing a possible path of meaning for a relationship of poetic creation and deep assimilation. It is anattempt to visualize, through the tools of cinema and drawing, a possible pathof meaning for a relationship of poetic creation and deep assimilation of theword, as well as a way of rekindling the cities (the ones of stone and lime andthe interior ones); and thus to write (record, inscribe) a narrative oftransforming possibility that re-establishes at the same time the individualdiscovery of the translucent power of language and its collective wonder, whichis the sharing of learning,  of thelively and luminous conversation that only the distance chooses to hear as abuzz. In this journey of the encounter with words, we are fascinated by what isinitiatory in the first and infantile act of naming the things of the world(the initial magic that allows us to be in the world as something inhabitable,that more than naming something that already existed, seems to create it at theexact moment of pronouncing or writing its name, as well as its opposite, theencounter with the unnameable or with death, emptiness that no word inhabitsbut flanks); It is also fascinating to see the proximity between a washed wordand a clear image, the possible encounter with the other, the construction ofoneself and of a place to fight against the darkness of the not understood, amovement of occupation of the real, a never ending negotiation of anunderstanding of “me” and of “us”. But “a picture isworth a thousand words” and if we stop for a moment to listen to thissentence we will notice that: it is a sentence. Not exactly an image. But it isalso an image, or rather, it generates, evokes an image. And we laugh. And itis from the oblique smile of the realisation of these brotherhoods between word,image and drawing, of their fertile mismatches and tangents, of the absolutepower that we are taken by and which is, after all, some kind of will to”say” bird, shadow, lap, light, morning, embrace, city, whole, free,and that all that is said should be true things in the world, that this film isfed. Or, it is simply a story of love and fear of a boy with the world throughthe discovery of a bird, a desire of childhood and clarity.

Script and Storyboard
Júlio Vanzeler
Marta Bernardes

Direction and Art
Júlio Vanzeler

Producer
Luís da Matta Almeida

                                                                                                                                             


Palavra

Sinopse

Numa cidade povoada de grande sombras dançantes e assustadoras que sorvem todos os dizeres, onde os personagens vagueiam temerosos e despossuídos de boca, uma criança ousa o grafos, a escrita. Desta ousadia advém o confronto directo com a sombra mas também uma inesperada amizade iniciática de aprendizagem com um pássaro.

Conceito

Este projecto nasce de uma série de desejos que se relacionam directamente com o lugar da palavra no seio da construção humana, desejos esses que se apresentam como imagens de urgência para pensar algumas dimensões da forma como ela, a palavra, pode estabelecer-se como veículo de compreensão, reflexão e transformação do mundo, ou seja, como motor de
realidade e realização. Pensar a palavra é pensar simultaneamente a sua dimensão gráfica, semântica, poética mas também o seu uso na construção social, afectiva, identitária e até política . Mas é sobretudo de “grafos” que se trata neste desejo de filme: tentar visualizar através das ferramentas do cinema e do desenho um percurso de sentido possível para uma relação de
criação poética e de assimilação profunda da palavra como forma de reacender as cidades (as de pedra e cal e as interiores); e assim grafar (gravar, inscrever) uma narrativa de possibilidade transformadora que restabeleça ao mesmo tempo a descoberta individual da potência translucida da linguagem e a sua maravilha colectiva que é a da partilha da
aprendizagem , da conversa animada e luzidia que só a distância escolhe ouvir como burburinho. Neste percurso do encontro com a palavra fascina o que de iniciático existe no acto primeiro e infantil de nomear as coisas do mundo ( a magia inicial que permite estar no mundo como coisa habitável, que mais que nomear algo que já existia parece criá-la no momento exato de pronunciar ou grafar o seu nome, assim como o seu avesso, o encontro com o inominável ou com a morte, vazio que palavra nenhuma habita mas ladeia); fascina também aquilo que há de vizinhança entre uma palavra lavada e uma imagem clara, aquilo que há de possível encontro com o outro, de construção de si mesmo e de um lugar de luta contra a escuridão do não entendido, movimento de ocupação do real, negociação nunca findada de um entendimento que seja de “mim” e de” nós”. Mas” uma imagem vale mais que mil palavras” e se pararmos um instante que seja para escutar esta frase reparamos nisso: é uma frase. Não exactamente uma imagem. Mas ela é também uma imagem, ou melhor, gera, evoca uma imagem. E rimos. E é do sorriso oblíquo da constatação destas irmandades entre palavra, imagem e desenho, dos seus férteis desencontros e tangências, da potência absoluta por que somos tomados e que é afinal uma vontade qualquer de “dizer” pássaro, sombra, colo, luz, manhã, abraço, cidade, inteira, livre, e de que tudo o dito seja coisa verdadeira no mundo que se alimenta este filme. Ou então é simplesmente uma história de amor e medo de um rapaz com o mundo através da descoberta de um pássaro, desejo de infância e de nitidez.

Argumento e Storyboard
Júlio Vanzeler
Marta Bernardes

Realização e Grafismo
Júlio Vanzeler

Produtor
Luís da Matta Almeida

                                                                                                                                     

Com o apoio: